Fazendo uma revisão em nossa
história, parece que estamos sempre em busca de uma conexão entre nosso passado
e presente, tentando encontrar respostas que nos satisfaçam na história de
nossa jornada como líderes. É quase como tentar responder se nosso chamado como
líderes, ou o que fazemos no presente, de alguma forma estava previsto por
Deus.
Muitos na sociedade enxergam
dessa maneira e acredito que essa forma tenha origem na monarquia, uma forma de
governo na qual um rei é elevado a esse status devido aos genes herdados de seu
pai. Ou seja, acredita-se que o chamado para governar ou liderar esteja no
sangue das pessoas.
Observamos esse comportamento
nas igrejas, empresas e governos democráticos, onde os filhos sucedem seus pais
em cargos que estes ocuparam no passado, como os filhos de pastores assumindo a
liderança da igreja de seus pais, ou empresários e políticos assumindo cargos
que antes pertenciam a seus pais.
A resposta para essa pergunta
talvez esteja embutida no inconsciente coletivo da sociedade, que deseja um
tempo de paz e prosperidade para todos. No entanto, a realidade muitas vezes se
demonstra bastante diferente.
Pessoalmente, nunca me vi como pastor até o dia em que fui ordenado. Nunca me via como pastor presidente ou sênior de uma igreja, até que me encontrei nessa posição. E agora? O que vai acontecer?
Observando a Bíblia, vemos que
o chamado de alguns líderes tem uma outra característica que também tem
norteado sua ascensão: a disponibilidade.
Podemos observar isso em
Abraão, Davi, José, Gideão, Daniel e muitos outros líderes. Mas o fato é que,
independentemente da origem desse líder, seja por herança familiar ou por
chamado e disponibilidade, se não houver a bênção divina, será um desastre.
Em todos esses momentos,
devemos buscar a sensibilidade que nos permita perceber em qual fase nos
encontramos na liderança.
Bill Hybels, na conferência
SUMMIT de 2017, na qual participei na PIB do Recreio, fez a seguinte colocação:
"Recomendo que você comece seu ministério ou sua liderança imaginando como
você vai terminar. Inicie pelo fim, que será muito melhor." Foram mais ou
menos essas as suas palavras.
Isso me fez compreender que
precisamos buscar sensibilidade para não ultrapassar as fases de nossa
liderança e podermos focar nas coisas certas e eficazes para o grupo que
lideramos ou representamos.
Ser líder tem se revelado
desafiador, mas também muito realizador e edificante, desde que não percamos o
foco e, no caso dos religiosos, não percamos o foco de quem representamos, o
Senhor.
Àqueles que desejam, se inspirem
pelas palavras de Paulo: Esta palavra é digna de confiança: se alguém aspira
a ser bispo, deseja uma nobre função. 1Timóteo 3:1.
Não esqueçam das qualificações: É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, moderado, sensato, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar. Não deve ser dado ao vinho nem violento, mas sim gentil, pacífico e livre do amor ao dinheiro. Deve governar bem a sua casa, tendo os filhos em sujeição, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como poderá cuidar da igreja de Deus? O bispo não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o Diabo. Ele também deve ter boa reputação entre os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo.1Timóteo 3:2-7
Para todo o exercício da
liderança, este nunca deve estar sozinho. Ele deve estar cercado de “iguais” para
que a sua convivência possa instruí-lo na direção certa, sempre na dependência
do Senhor.
Para todos que militam pela
causa da liderança, independente da fase que esteja, no início ou no fim, nunca
negligenciem a sua intimidade com Deus e, também, não se permita ser
auto-suficiente, e busque sempre novas alternativas de liderança, seja sempre um
exemplo para a sua equipe, procurando enviá-los sempre preparados com os fundamentos de um discipulado sólido e
eficaz, adequado ao contexto em que vive.
Deus te abençoe em sua
jornada!

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