terça-feira, 8 de maio de 2012


“A HIPÓCRITA FAMÍLIA”



Certa vez ouvi alguém dizer que a família em nosso tempo não deveria existir, pois sua postura diante da sociedade secularizada é hipócrita.

Gostaria de abordar alguns pontos que julgo importantes para que possamos contradizer essa afirmativa:

1.      “O que é família? Segundo o dicionário online de português: s.f. O pai, a mãe e os filhos: família numerosa. Todas as pessoas do mesmo sangue, como filhos, irmãos, sobrinhos etc.” (http://www.dicio.com.br/familia/);

2.    “A família foi, é e continuará sendo sempre a "célula-mater" da sociedade, em que se inicia a formação dos sujeitos e, portanto, onde nasce a pátria.” (http://www.conjur.com.br/2011-fev-14/estatuto-familias-aposta-conciliacao-resolver-conflitos)

3.    E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:26-27

Primeiramente, de acordo com a definição de família no dicionário, para haver família deve existir um laço de continuidade, ou seja, a sua perpetuação deve ser garantida, e esse vínculo é verificado no sangue, no DNA do ser humano. Sua identidade, única, sem dúvidas que liga todos os componentes de uma família a todas as gerações futuras. Portanto, de certa forma, uma família nunca poderá ser extinta, pois sua identidade genética sempre estará no sangue de seus sucessores.

Em segundo lugar, uma nação nasce com as famílias. É a união de diversas linhagens, unidas pela cultura, idioma e características físicas que formam a sociedade de um país, sendo esta a unidade fundamental, a “célula-máter” de toda uma estrutura que é formada pelas inúmeras estirpes que se originam e se unem em um objetivo comum. Portanto, para destruir uma nação basta atingir este fundamento, tirando sua identidade e valores identificados pelos laços culturais, éticos e morais constituídos, deixando-os réus de preceitos subjetivos e totalmente devassos com relação aos laços de união, trarão falência, pois os vinculas desaparecem e seus descendentes não têm onde se apegar.

E por fim, sem querer dar um ponto final no assunto, a família foi criada por Deus, segundo a bíblia “homem e mulher os criou.” Vamos encontrar na religião cristã as bases que orientaram toda formação do Ocidente originado do Oriente, numa demonstração de que, de um modo geral, todos somos uma única família, mas que pensa diferente. Deus deu o pontapé inicial e deixou que nós nos responsabilizássemos pela perpetuação de nossa espécie gerando novas famílias.

Sendo assim a hipocrisia encontra-se no olhar de quem não consagra os valores culturais, sociais e religiosos dessa instituição que soube conduzir o mundo até os nossos dias. Ser hipócrita é não ser honesto consigo mesmo e não assumir o desafio de deixar um legado cultural, social e religioso condizente com a de nossos antepassados que se sacrificaram por ideais que formaram as bases das sociedades em que vivemos.

No século XIX dizia-se que a religião estava fadada ao fracasso e estaria totalmente aniquilada no presente século, mas para surpresa de muitos, ela continua forte e crescendo e agora tentam destruir as famílias, tirando os significados que nos conduziram até aqui e dando outros ditos, mas assim como ocorreu a frustrante decepção do não desaparecimento da religião, assim há de acontecer com as famílias, pois um povo constituído por famílias torna-se uma família um povo só.

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