Um tema polêmico que nos conduz a reflexões ainda mais complexas, sobre o tipo de pecado que afasta o homem de Deus, questionamos sobre a perda da salvação pelo pecado e Como Deus oferece o seu perdão, de modo a restaurando a comunhão e a missão de pregar o evangelho.
Recentemente o Papa divulgou uma posição em seu sermão, no dia 29 de maio, onde mais de 100 mil pessoas ouviram a tradicional missa de quartas pelo papa Francisco.
No sermão, o líder católico afirmou que a Igreja não é uma organização criada por um grupo de pessoas, mas que ela é “obra de Deus” para que todos os homens formem uma única família.
Francisco também afirmou que a igreja é composta por pastores e fiéis com seus “defeitos e pecados”, assumindo que também é um pecador. “Até o papa tem pecados…e muito”, disse ele.
“Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso”, afirmou.
Ao falar sobre o pecado, o papa Francisco lembrou que mesmo quando pecado entra e rompe a relação entre os homens e Deus, Deus não nos abandona. Ele lembrou que a salvação mostra que é Deus que busca o homem ao lhe oferecer o amor.
No contexto do perdão, somos conduzidos a lembrar do caso de Pedro, que diante da prisão do Mestre de Nazaré, não teve a coragem de se declarar seu seguidor para escapar da morte, negando a Cristo por três vezes, na noite de sua prisão (João 18.25-27). Tempos depois, vemos o próprio Jesus restaurando a relação com Pedro, perguntando por três vezes se ele o amava (Jo.21.15-19).
Não é observado a cobrança de um legalismo para que Pedro fosse restaurado em sua comunhão, mas simplesmente, na terceira vez que foi questionado sobre o seu amor ao mestre, ele se entristece, numa alusão de que o arrependimento que traz o perdão é aquele que no conduz a profundeza da reflexão sobre a nossa situação humana.
O entristecimento simboliza isso, pois somos levados ao arrependimento, a refletir e essa reflexão nos conduz à mudanças necessárias que nos impedirão de cometer os mesmos pecados.
Nunca devemos esquecer que o perdão oferecido pelo Jesus de João é voluntário, sem sacrifícios físicos, mas somente o sacrifício da fé.
A mesma fé que fez Judas, num ato de loucura, cometer suicídio, por ter tido a consciência do mal que sua ajuda aos Judeus fez a Jesus de Nazaré, que permite aludir da profundeza das mudanças que o perdão pode ocasionar ao ser humano, enquanto uns se desesperam e agem como ele, desferindo contra si mesmo, em outros casos, existem aqueles que mudam o seu rumo, e agem como Pedro, irrigando à vida.
Em qual desses você se enquadra?
Nesse paralelo podemos então compreender que podem existir dois tipos de pecadores: os arrependidos iguais a Judas, que diante da consciência de seus erros que os separam de Deus, se desesperam e são conduzidos à morte; e aqueles que tomando consciência de seus erros mudam, produzindo vida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Muito obrigado pelo seu comentário. Assim que nossos editores fizerem a moderação do seu conteúdo, ele ficará visível nesse blogue.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.