Resenha do texto “O culto e a adoração
que Deus almeja” do Dr. Russel P. Shedd, de texto oferecido para discussão da
disciplina de Culto Cristão I, que apresenta os conceitos do autor sobre o
culto e adoração.
O autor introduz o assunto questionando
sobre o principal objetivo das reuniões na igreja e sugere que as possíveis
respostas podem ser encontradas nos atos de adoração ou evangelização e ainda no
aprendizado da fé. Shedd manifesta que a atitude de adoração é manifestada como
um busca do Divino pelos verdadeiros adoradores, que deve ser o nosso ato de
incentivo aos membros da comunidade cristã a reconhecerem a dignidade de Deus e
do Cordeiro.
O texto é apresentado em três tópicos
que abordam as expressões de adoração, a significância da forma contextualizada
e o significado de adorar.
As expressões de adoração (p.9) são
manifestadas primeiramente pela definição que se tem dos termos cultuar e
adorar, que é apresentado como uma “atribuição
de honra e glória a quem ou ao que o adorador considera de valor supremo.”
(p.9) e que é demonstrado pela veneração ou devoção expressa a Deus em público
ou pessoalmente, mas que seja visível e que demonstre práticas de ritos
religiosos que identifiquem uma de suas seis formas:
1.
O culto
carismático;
2.
O culto didático
e pedagógico;
3.
O culto
eucarístico;
4.
O culto
kerugmático;
5.
Outros cristãos
modernos; e
6.
O culto
diakonal.
No primeiro é caracterizado pela
manifestação das emoções pelos sons e formas visíveis que demonstram a atitude do
adorador em relação ao Divino.
No segundo direciona a atenção dos
participantes na centralidade da Palavra de Deus;
O terceiro valoriza o culto por meio da
Ceia do Senhor, que representa o cerne de aproximação a Deus.
A quarta forma direciona o culto a atenção
sobre a evangelização daqueles que ainda não se converteram.
A quinta forma apresenta o comportamento
dos cristão modernos na sua demonstração de comunhão uns com os outros.
E por fim é demonstrado pela
manifestação do conceito na visão de Deus somente na figura do irmão
necessitado, sem as preocupações de vínculo denominacional e religioso.
Todos estes modelos característicos de
culto, formados por séculos de tradição, ou então por modernas reações contra
um formalismo herdado do passado ou importado de terras alheias, têm um fator
comum, caracterizados pelas formas de cultuar que não mede a realidade ou o grau
de espiritualidade do adorador. (p.11). O Divino se aproxima de nós na figura
do Filho, e nós conseguimos nos aproximar d’Ele no Espírito. Nenhuma dessas
realidades pode ser demonstrada por uma expressão externa de culto.
O autor ainda afirma que desde o início
do culto cristão, este tem sido ameaçado por dois perigos:
1.
Pelo formalismo
que sacramenta o modo de adorar a Deus; e
2.
Pela espontaneidade
que encoraja desprendimento e liberdade, desprezando toda e qualquer forma, mas
que cria confusão e desordem.
O que é mais importante apontado pelo
autor não é o estereótipo do cultuante, mas o seu interior, o que se encontra
na intenção de seu coração.
Na significância da forma
contextualizada o autor apresenta que a forma do culto deve ser o veículo mais
adequado para conduzir o adorador a um encontro real com Deus (p.12),
identifica que as igrejas variam em suas maneiras de culto, mas resume que o
culto deve ser descontraído de modo que todos possam se sentir bem.
Definir o significado de adorar para
Shedd é coisa impossível, mas sugere que pode ser “o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do
favor divino” (p.13) e “a resposta de
celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer” (p.14).
O que é importante se encontra no
significado de Deus para o adorador, pois o valor que este dá nessa relação é
que vai influenciar o seu relacionamento.
Sendo assim, concordo com o autor que
sugere ser muito difícil a definição do significado de adorar e cultuar, pois
essas respostas estarão condicionadas na relação nutrida individualmente entre
o cultuante e o Sagrado, mas independentemente desse significado o sentimento
que poderá ser demonstrado estará ligado às expectativas do fiel com relação às
respostas que busca nessa relação, e por isso, não tem como ser compreendido no
exterior de cada um, em virtude da diversidade de manifestações de sentimentos
exacerbados pelo ser humano. Portanto, nossa compreensão do tema sugere que a
cultura, expectativas e denominação de culto a que o adorador e o cultuante
estiverem inseridos exercerá grande influência nessa relação, podendo ser um
mais estereotipado do que em outro caso.

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