sábado, 19 de maio de 2012

O CULTO E ADORAÇÃO QUE DEUS ALMEJA


Resenha do texto “O culto e a adoração que Deus almeja” do Dr. Russel P. Shedd, de texto oferecido para discussão da disciplina de Culto Cristão I, que apresenta os conceitos do autor sobre o culto e adoração.
O autor introduz o assunto questionando sobre o principal objetivo das reuniões na igreja e sugere que as possíveis respostas podem ser encontradas nos atos de adoração ou evangelização e ainda no aprendizado da fé. Shedd manifesta que a atitude de adoração é manifestada como um busca do Divino pelos verdadeiros adoradores, que deve ser o nosso ato de incentivo aos membros da comunidade cristã a reconhecerem a dignidade de Deus e do Cordeiro.
O texto é apresentado em três tópicos que abordam as expressões de adoração, a significância da forma contextualizada e o significado de adorar.
As expressões de adoração (p.9) são manifestadas primeiramente pela definição que se tem dos termos cultuar e adorar, que é apresentado como uma “atribuição de honra e glória a quem ou ao que o adorador considera de valor supremo.” (p.9) e que é demonstrado pela veneração ou devoção expressa a Deus em público ou pessoalmente, mas que seja visível e que demonstre práticas de ritos religiosos que identifiquem uma de suas seis formas:
1.      O culto carismático;
2.      O culto didático e pedagógico;
3.      O culto eucarístico;
4.      O culto kerugmático;
5.      Outros cristãos modernos; e
6.      O culto diakonal.
No primeiro é caracterizado pela manifestação das emoções pelos sons e formas visíveis que demonstram a atitude do adorador em relação ao Divino.
No segundo direciona a atenção dos participantes na centralidade da Palavra de Deus;
O terceiro valoriza o culto por meio da Ceia do Senhor, que representa o cerne de aproximação a Deus.
A quarta forma direciona o culto a atenção sobre a evangelização daqueles que ainda não se converteram.
A quinta forma apresenta o comportamento dos cristão modernos na sua demonstração de comunhão uns com os outros.
E por fim é demonstrado pela manifestação do conceito na visão de Deus somente na figura do irmão necessitado, sem as preocupações de vínculo denominacional e religioso.
Todos estes modelos característicos de culto, formados por séculos de tradição, ou então por modernas reações contra um formalismo herdado do passado ou importado de terras alheias, têm um fator comum, caracterizados pelas formas de cultuar que não mede a realidade ou o grau de espiritualidade do adorador. (p.11). O Divino se aproxima de nós na figura do Filho, e nós conseguimos nos aproximar d’Ele no Espírito. Nenhuma dessas realidades pode ser demonstrada por uma expressão externa de culto.
O autor ainda afirma que desde o início do culto cristão, este tem sido ameaçado por dois perigos:
1.      Pelo formalismo que sacramenta o modo de adorar a Deus; e
2.      Pela espontaneidade que encoraja desprendimento e liberdade, desprezando toda e qualquer forma, mas que cria confusão e desordem.
O que é mais importante apontado pelo autor não é o estereótipo do cultuante, mas o seu interior, o que se encontra na intenção de seu coração.
Na significância da forma contextualizada o autor apresenta que a forma do culto deve ser o veículo mais adequado para conduzir o adorador a um encontro real com Deus (p.12), identifica que as igrejas variam em suas maneiras de culto, mas resume que o culto deve ser descontraído de modo que todos possam se sentir bem.
Definir o significado de adorar para Shedd é coisa impossível, mas sugere que pode ser “o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino” (p.13) e “a resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer” (p.14).
O que é importante se encontra no significado de Deus para o adorador, pois o valor que este dá nessa relação é que vai influenciar o seu relacionamento.
Sendo assim, concordo com o autor que sugere ser muito difícil a definição do significado de adorar e cultuar, pois essas respostas estarão condicionadas na relação nutrida individualmente entre o cultuante e o Sagrado, mas independentemente desse significado o sentimento que poderá ser demonstrado estará ligado às expectativas do fiel com relação às respostas que busca nessa relação, e por isso, não tem como ser compreendido no exterior de cada um, em virtude da diversidade de manifestações de sentimentos exacerbados pelo ser humano. Portanto, nossa compreensão do tema sugere que a cultura, expectativas e denominação de culto a que o adorador e o cultuante estiverem inseridos exercerá grande influência nessa relação, podendo ser um mais estereotipado do que em outro caso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito obrigado pelo seu comentário. Assim que nossos editores fizerem a moderação do seu conteúdo, ele ficará visível nesse blogue.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.